Desconto para os 30 primeiros alunos que comprarem hoje!
Get Local (200 px × 40 px) (1)

PICC na Enfermagem – Passo a Passo Completo

Compartilhe este conteúdo:

Dominar o passo a passo dos procedimentos e cuidados com PICC (Cateter Central de Inserção Periférica) é de extrema importância para o profissional da saúde.

Sobre a Inserção PICC – Confira o Passo a Passo detalhado

A recomendação para que a realização do procedimento seja com mais eficiência é de que os profissionais trabalhem em duplas: de enfermeiros ou de médicos. Além disso, é extremamente importante que os profissionais prestem atenção quanto à higienização do local de inserção para evitar infecções.
Sobre a divisão de atividades, a recomendação é:

Profissional A
1) Avaliar as condições clínicas do paciente;
2) Monitoramento cardiorrespiratória do RN constante;
3) Reunir/conferir os materiais necessários para a execução do procedimento (atentar para o calibre do cateter escolhido);
4) Higienizar as mãos;
5) Selecionar o tipo de cateter mais adequado à terapia proposta, atentando para o calibre proporcional ao da veia escolhida, dando preferência aos cateteres de lúmen único.
6) Posicionar o paciente em decúbito dorsal e colocar o membro selecionado para punção (preferencialmente MSD) em ângulo de 90º em relação ao tórax;
7) Manter a cabeça do paciente lateralizada para o lado do membro a ser puncionado, evitando assim que o catéter siga caminhos ascendentes
8) Garrotear o membro escolhido para a punção;
9) Realizar o exame físico dos vasos sanguíneos através da técnica de inspeção e palpação;
10) Fazer a retirada o garrote após exame físico;
11) Utilizar a fita métrica para mensurar o trajeto do catéter: Essa técnica é fundamental para o posicionamento correto da ponta do cateter na veia cava superior.

Profissional B
1) Utilizar gorro, máscara e óculos de proteção;
2) Higienizar as mãos;
3) Utilizar a capa e luva estéril;
4) Realizar degermação do membro escolhido com clorexidina alcoólica e degermativa, passando para o primeiro profissional;
5) O primeiro profissional recebe o membro com compressa estéril, enxuga o membro;
6) Caprichar na a anti-sepsia do local da punção seguindo a técnica correta, primeiro no sentido horizontal, em uma única direção, depois no sentido vertical e por fim realizar movimentos aspirais de dentro para fora;
7) Medir o catéter e cortar;
8) Preencher o mesmo com SF 0,9% atentando-se para o primming;
9) Garrotear o membro;
10) Proceder à punção;
11) Em caso de retorno sanguíneo, realizar a retirada do garrote e introduzir o catéter até passar a marca de cinco centímetros ou perceber que o mesmo está dentro do vaso;
12) Retirar o dispositivo de punção tendo o cuidado de comprimir o local da punção com gaze;
13) Terminar de introduzir o catéter até o ponto determinado;
14) Proceder à fixação e solicitar Rx;
15) Confirmar a posição do catéter;
16) Desfazer do material, atendo-se para desprezar os perfurocortantes em local adequado;
17) Registrar procedimento em prontuário;
18) Preencher ficha de passagem de PICC.

Como realizar a Manutenção do PICC
1) Realizar o controle térmico durante o procedimento mantendo o RN limpo e seco;
2) Evitar segurar o cateter com pinça muito apertada. Pinças, clamps e instrumentos cortantes podem danificar o mesmo;
3) Higienizar as mãos com água e sabão e em seguida, com solução degermante antes e após manusear o cateter e o circuito;
4) Realizar a desinfecção com álcool a 70% nas conexões e tampas rosqueadas utilizando gaze estéril, por três vezes friccionando durante 20 segundos sempre que for manusear o cateter;
5) Orientar para que nunca se tracione o cateter;
6) Orientar para que nunca se force a retirada do estilete que pode danificar o cateter;
7) Orientar para que nunca se cole fita adesiva diretamente no cateter, pois compromete sua integridade;
8) Acompanhar a cada hora o sítio de inserção atentando para sinais de obstrução da veia cava superior (inchaço do braço/pescoço), extravasamentos, sangramentos, sinais de infecção, vazamento da infusão, segurança da fixação do cateter e do curativo oclusivo;
9) Utilizar a heparina profilática na solução infundida no cateter venoso central percutâneo (CVCP) reduzindo a incidência de oclusão do cateter, aumentando a vida útil do mesmo. A concentração ótima pode ser até um mínimo de 0,25 U/ml nas nutrições parenterais e resulta em uma menor elevação de ácidos graxos livres em infusões lipídicas;
10) Evitar que os cateteres centrais fiquem heparinizados sem infusão, cuja vazão deve ser de pelo menos 0,5ml/h para assegurar sua patência;
11) Evitar sempre a infusão de sangue ou hemoderivados nesses cateteres;
12) Retirar o cateter sempre que houver obstrução do mesmo, não desobstruindo-o com seringa, devido à alta pressão gerada que causa risco de ruptura;
13) Evitar sempre a coleta de sangue para exames através do cateter. É altíssimo o risco de oclusão;
14) Orientar que a imobilização do membro puncionado com uma tala é desnecessária;
15) Orientar para que não se use força para injetar qualquer solução;
16) Evitar sempre o uso de cateter de silicone para administrações de volumes em alta pressão, pois poderá ocorrer o rompimento do cateter devido a pressões elevadas geradas em seu interior tornando-se um risco potencialmente sério;
17) Orientar para que não se administre os medicamentos AZT e Anfotericina B pois ambos alteram a inertividade do cateter;
18) Verificar se há eritema, exsudato ou edema antes de trocar o curativo apalpando delicadamente em torno do local da inserção para sentir se a área está sensível;
19) Realizar as trocas de curativo com a presença de duas enfermeiras bem treinadas na técnica;
20) Realizar a limpeza da área com povidine tópico e clorexidina aquosa antes de reaplicar o curativo, pois este é um procedimento estéril;
21) Evitar trocas rotineiras de curativo devido ao risco de infecção e de deslocamento acidental do cateter;
22) Aferir a circunferência superior e inferior do membro onde está inserido o PICC e anotar a medida em impresso próprio (Protocolo) ou na folha de anotação/evolução de enfermagem. Caso a circunferência do braço aumente 2cm ou mais, pode ser um sinal de trombose e o médico deverá ser imediatamente comunicado;
23) Verificar e anotar a posição do cateter para certificar-se que não houve migração. Não insira o restante do cateter novamente. Caso o cateter tenha migrado talvez a extremidade não esteja na posição adequada, devendo ser realizado RX para a verificação de sua posição;
24) Planejar as trocas de soro e a administração de medicamentos de forma a reduzir o número de violações à linha;
25) Realizar a troca diária do equipo de soro, que deverá vir acompanhada da lavagem do cateter com 5-10 unidades de heparina (dependendo do peso do paciente), antes de conectar o novo equipo de soro; pois este procedimento ajuda a prevenir obstrução do cateter, que possui um calibre muito fino;
26) Trocar todas as infusões administradas a cada 24 horas;
27) Orientar sobre a importância da troca da solução de NP no máximo em 24h, a troca de equipo a cada 24h, curativo asséptico a cada 7 dias em um ambiente mais estéril possível;
28) Fazer a desinfecção do cateter, com álcool a 70%, tanto antes como a após a manipulação, durante a troca do equipo ou do soro;
29) Evitar refluir sangue no conector do cateter (a presença de sangue aí pode favorecer a colonização e posteriormente à infecção). Se refluir sangue no cateter é importante que este conector seja trocado;
30) Evitar a aferição da pressão arterial e garroteiamento do membro onde está inserido o PICC.

Como Retirar o PICC

1) Higienizar as mãos com sabão líquido comum;
2) Parar a infusão;
3) Utilizar as luvas de procedimento;
4) Posicionar o braço do paciente abaixo do nível do coração;
5) Aplicar compressa quente e úmida na área acima do cateter por 1 minuto;
6) Remover a fixação e o curativo, utilizando solução salina 0,9% atentando para não ferir a pele do RN, pode-se utilizar óleo vegetal;
7) Observar o aspecto local;
8) Firmar o cateter próximo ao sítio de inserção;
9) Tracionar o cateter, exteriorizando-o lentamente usando uma tração controlada. Se prender, pare e procure ajuda do médico-assistente devido ao risco de rotura do cateter;
10) Fazer compressão utilizando gaze, no sítio de inserção;
11) Medir o comprimento do cateter retirado, comparar com a medida de inserção inicial e registrar na ficha de protocolo;
12) O PICC não é rotineiramente enviado para cultura, em caso de dúvida, discuta com o médico-assistente;
13) Cubra o sítio com um curativo pequeno e remova após 24 horas;
14) Observe o sítio para ocorrência de sangramentos ou sinais de infecção.

A Resolução COFEN-258/2001 resguarda que é lícito ao enfermeiro realizar implantação do PICC. Mesmo assim, é de extrema importância que o enfermeiro busque capacitação para exercer tal atividade.

curso de hemodiálise

Curso de Hemodiálise

Aprenda todos os Procedimentos Técnicos e se torne um profissional com habilidade para atuar em uma unidade de hemodiálise. Clique aqui para mais informações.